Pesquisa Nacional de Proteção de Dados (PNPD25) revela os principais desafios das organizações para implementar a proteção de dados
Levantamento com 680 profissionais traça um raio-x do ecossistema no Brasil.

Netuno Network
04/08/25
O Brasil tem avançado em legislação e discussões sobre privacidade e proteção de dados, mas ainda enfrenta entraves práticos significativos. Essa é uma das principais conclusões da Pesquisa Nacional de Proteção de Dados 2025 (PNPD25), realizada com o apoio da Podium Tecnologia e da SimpleWay (Plataforma de Governança de Segurança Cibernética, Privacidade e Inteligência Artificial) e coordenada por Mariana Ruzzi (especialista em Privacidade de Dados, LGPD, GDPR e Inteligência Artificial) e Rogério Coutinho (CEO da SimpleWay).
A PNPD25 ganhou destaque no Valor Econômico e O Globo. O estudo contou com a participação de 680 profissionais de todo o país, entre abril e maio deste ano. Os resultados preliminares foram lançados em primeira mão no 4º Fórum de Proteção de Dados do Interior Paulista, no painel com a participação dos especialistas Edilson Passador e Mariana Ruzzi e mediado por Rogério Coutinho.
Principais entraves no dia a dia
O estudo identificou que as atividades mais exigentes para as empresas incluem o mapeamento de dados e inventário (data mapping), a análise e adequação de contratos, a elaboração e revisão de normativos, e a avaliação de riscos e due diligence de fornecedores. Os temas considerados mais desafiadores, na prática, são a manutenção do inventário atualizado de operações de tratamento, a gestão de retenção e descarte de dados, a conscientização e engajamento corporativo, e a aplicação dos princípios de Privacy by Design e Default.
Um dado relevante é que 71% dos participantes consideram "muito importante" ou "indispensável" o uso de plataformas para automatizar a governança de Proteção de Dados, sublinhando a necessidade de soluções tecnológicas para uma gestão de riscos e conformidade escalável.
O maior desafio, apontado por 48,7% dos respondentes, é a manutenção do inventário de operações de tratamento. Rogério Coutinho, CEO da SimpleWay, destaca: "Muitas organizações ainda utilizam planilhas isoladas para mapear seus processos, o que consome mais tempo, não oferecem auditabilidade e dificulta a rastreabilidade exigida por auditorias. A atualização do inventário precisa ser um processo contínuo e integrado à rotina organizacional", diz Coutinho.
A atuação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) também foi avaliada como "boa" ou "regular" por 75% dos participantes, indicando um reconhecimento da instituição, mas com a expectativa de melhorias na comunicação e fiscalização. Além disso, 68% dos entrevistados percebem uma forte sinergia entre a governança de proteção de dados e a governança de inteligência artificial, sugerindo uma integração crescente entre essas áreas.
Cultura organizacional e liderança
A cultura organizacional também se mostra um obstáculo: 41% apontam baixa priorização da agenda de proteção de dados, e 27% citam falta de engajamento da alta gestão. Para Rogério Coutinho, "quanto mais as organizações se digitalizam, mais os dependentes dos dados elas se tornam, consequentemente proteger esse tipo de ativo vai ser cada dia mais crítico. Proteger os dados é proteger o negócio. Incidentes cibernéticos podem comprometer diretamente a operação. Se dados forem indisponibilizados, a empresa pode parar de vender, faturar, produzir, entregar, receber ou pagar."
Da obrigação ao valor estratégico
A automação é um caminho natural para empresas que buscam otimizar recursos, pois gerir a proteção de dados manualmente é trabalhoso e custoso. Soluções como a SimpleWay simplificam a governança, transformando a proteção de dados de uma obrigação legal em uma frente estratégica que agrega valor. Mariana Ruzzi complementa: "Mais do que declarações, o futuro da proteção de dados está na aplicação real: dentro do código, no dia a dia - e não limitado a políticas".
🔗DOWNLOAD PNPD25 – A Pesquisa Nacional de Proteção de Dados 2025 está disponível para download em dois formatos:
1. Apresentação Executiva, ideal para apresentações à alta administração, comitês e capacitações corporativas, reunindo gráficos e insights:
2. Relatório Analítico, que inclui a análise detalhada dos resultados e inferências dos coordenadores da pesquisa.

