
CNJ lança campanha de segurança cibernética no Judiciário
CNJ lança a campanha Novembro Alerta, com capacitação, materiais educativos e ações de segurança cibernética no Poder Judiciário.

Netuno Network
06/11/26
Iniciativa prevê capacitação de magistrados e servidores, distribuição de materiais educativos e ações de cooperação entre tribunais durante novembro.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou, em 27 de outubro de 2026, a campanha Novembro Alerta, dedicada à conscientização sobre segurança cibernética no Poder Judiciário. A iniciativa integra o Programa Justiça [+Segura] e prevê ações de capacitação, comunicação e cooperação institucional para fortalecer a proteção dos sistemas judiciais, dos dados e dos serviços prestados à população.
O lançamento ocorreu durante a abertura da 17ª Sessão Ordinária de 2026 do CNJ. Na ocasião, o presidente do Conselho e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, relacionou a segurança da infraestrutura tecnológica à proteção dos direitos fundamentais e à independência judicial.
Segundo Fachin, os sistemas de processamento eletrônico, os bancos de dados, as redes de comunicação e outras ferramentas digitais são parte da estrutura que sustenta o funcionamento da Justiça. Por isso, a segurança desses recursos também está relacionada à continuidade das atividades jurisdicionais.
Capacitação e materiais educativos
Entre as ações previstas para novembro está o 1º Ciclo de Capacitação em Segurança Cibernética, programado para os dias 12 e 13. A atividade é direcionada a magistrados e servidores e tem como objetivo disseminar fundamentos de segurança da informação no âmbito do Judiciário.
A campanha também prevê a distribuição de materiais de comunicação e orientação, incluindo o Guia Prático de Proteção Digital e a Cartilha das 10 Atitudes. Os conteúdos serão disponibilizados no CNJ e encaminhados aos tribunais.
Outra medida será o envio mensal do boletim Radar Justiça [+Segura], com início previsto para 6 de novembro. A publicação reunirá dicas de segurança cibernética, alertas sobre golpes em circulação, informações sobre capacitações e atualizações relacionadas ao programa.
Para encerrar a campanha, em 30 de novembro, data do Dia Internacional da Segurança da Informação, participantes do 20º Encontro Nacional do Poder Judiciário (ENPJ) receberão materiais de bolso com orientações resumidas para situações envolvendo contas e acessos, dispositivos, mensagens, golpes, processos e informações.
Programa reúne 26 projetos de segurança digital
A campanha Novembro Alerta faz parte do Programa Justiça [+Segura], desenvolvido pelo CNJ em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), por meio de um Acordo de Cooperação Técnica.
De acordo com o Conselho, a parceria reúne 26 projetos voltados à ampliação da capacidade de prevenção, proteção e resposta do Judiciário diante de ameaças digitais, além do aprimoramento da governança de dados. As iniciativas incluem padronização de processos, atuação em rede e transferência de conhecimento entre tribunais.
O planejamento para novembro também contempla discussões sobre a evolução da Estratégia Nacional de Segurança Cibernética do Poder Judiciário (Ensec-PJ), instituída em 2021, e o fortalecimento da Rede CiberJus. A rede conecta os tribunais ao CNJ para facilitar a comunicação de incidentes, o compartilhamento de alertas e a coordenação de respostas.
Durante o lançamento, o coordenador do Programa Justiça [+Segura] e juiz auxiliar da Presidência do CNJ, João Felipe Menezes Lopes, afirmou que a campanha pretende estimular magistrados e servidores a reconhecer riscos e agir diante deles, contribuindo para reduzir vulnerabilidades.
Segurança cibernética e continuidade dos serviços judiciais
A campanha coloca a conscientização dos profissionais como parte das ações de proteção da infraestrutura digital do Judiciário. Além dos controles tecnológicos, a iniciativa contempla orientações para identificar ameaças e procedimentos de resposta a situações de risco.
Para as organizações, a experiência do programa evidencia a relação entre capacitação, compartilhamento de informações e coordenação institucional na gestão da segurança cibernética.
Reflexão para as organizações
A segurança da informação depende da combinação entre medidas técnicas, processos definidos e preparo das pessoas que utilizam os sistemas. Programas de conscientização podem ajudar os profissionais a reconhecer situações suspeitas e compreender como agir diante de possíveis incidentes.
Para as áreas de Segurança da Informação, Governança, Gestão de Riscos e Compliance, o desafio envolve integrar essas iniciativas às rotinas organizacionais, estabelecer responsabilidades e manter procedimentos de prevenção e resposta alinhados às necessidades da instituição.
Sua organização possui um programa contínuo de conscientização em segurança cibernética, com orientações claras sobre prevenção, comunicação e resposta a incidentes?
Fonte consultada
- Conselho Nacional de Justiça (CNJ). CNJ lança mês de conscientização em segurança cibernética no Judiciário. Publicado em 27 de outubro de 2026.
Portal CNJ
- Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Justiça [+Segura]. Página institucional do programa.