Rogério Coutinho
4 de jun. de 2025
Por que empresas brasileiras devem ficar de olho no AI Act Europeu
#_O_Que_É
O AI Act (Artificial Intelligence Act) é considerada a primeira legislação abrangente sobre inteligência artificial no mundo, estabelecida pela União Europeia. O objetivo dela é promover um ambiente seguro e confiável para o desenvolvimento e uso da IA, protegendo os direitos fundamentais dos cidadãos europeus. O AI Act foi aprovado e entrou em vigor em 2024, com implementação gradual até 2027. Podemos dizer que é o primeiro marco regulatório de IA no mundo!
#_Porque_Devemos_Acompanhar
Assim como o GDPR (a famosa lei europeia de proteção de dados) influenciou legislações ao redor do mundo, incluindo a nossa LGPD aqui no Brasil, o AI Act tem tudo para seguir o mesmo caminho.
A União Europeia está mais uma vez puxando a fila. Mesmo sendo uma norma europeia, o AI Act já está impactando discussões em diversos países, inclusive no Brasil, onde o Marco Legal da IA está em debate.
Outro ponto bacana de mantermos no nosso radar, é que as empresas que oferecem produtos ou serviços baseados em IA no mercado europeu precisarão se adequar às novas regras, mesmo que estejam fora da UE. Ou seja, o impacto é global.
Por isso, vale muito a pena acompanharmos de perto esses movimentos por lá! Entender o que está por vir pode nos ajudar a antecipar tendências, ajustar estratégias e garantir que nossas soluções estejam alinhadas com os padrões internacionais.
#_Destaques_Do_AI_Act
O AI Act classifica os sistemas de IA em níveis de risco: inaceitável, alto, limitado e mínimo.
Risco inaceitável: sistemas proibidos, como pontuação social e manipulação subliminar.
Aqui o foco é em sistemas que manipulam comportamentos humanos de forma enganosa ou que façam perfis sociais discriminatórios.
Alto risco: aplicações em áreas sensíveis, como recrutamento, crédito e saúde, que exigem conformidade rigorosa.
Risco limitado: exigem transparência, como chatbots que devem se identificar como IA.
Risco mínimo: livres de obrigações específicas.
#_Na_Prática_Para_Você
Se sua empresa:
Exporta software com IA para Europa
Tem clientes europeus
Processa dados de cidadãos europeus
Quer se preparar para tendências globais que certamente vão chegar no Brasil...
Então vale a pena acompanhar e se preparar!
Dica
Vale a pena por no radar o mapeamento do seu ambiente de IA:
Quais Sistemas de IA sua empresa já tem? (Agentes, Assistentes, Uso por API, etc.)
Quais processos de negócios usam esses sistemas de IA?
Quais Dados são tratados por esses sistemas de IA?
Quais fornecedores estão envolvidos nesse ambiente de IA?
Qual infraestrutura de TI sustenta esses sistemas de IA?
Quais avaliações (riscos e privacidade) sua empresa já realizou nesses sistemas de IA e nos fornecedores delas?
Sobre o autor:
Rogério Coutinho da Silva
rogerio.coutinho.silva@gmail.com
https://www.linkedin.com/in/rogerio-coutinho-silva/
Engenheiro de Computação formado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Sócio-fundador da Podium Tecnologia (Consultoria especializada em Governança de Segurança da Informação, Privacidade e Continuidade de Negócios) e da SimpleWay (Plataforma de Governança de Segurança Cibernética, Privacidade e IA).
(Foto de Igor Omilaev na Unsplash)





.png)