Rogério Coutinho
20 de jan. de 2026
KPMG, em parceria com a University of Melbourne, publicou o relatório de uma pesquisa feita com 48 mil pesssoas em 47 países
Olá Pessoal!!
Quero compartilhar hoje um estudo bacana que ajuda a colocar um pouco mais de realidade no debate sobre adoção, confiança e uso da Inteligência Artificial no dia a dia das empresas.
A KPMG, em parceria com a University of Melbourne, publicou o relatório “Trust, Attitudes and Use of Artificial Intelligence: A Global Study 2025”, baseado em entrevistas com aproximadamente de 48 mil pessoas, em 47 países.
Uma bela amostragem!!!
O estudo traz dados bem interessantes, e alguns deles ajudam a explicar muitos dos desafios que vemos hoje nas organizações.
#_Começando_do_começo
O próprio relatório reforça logo no início um marco que todos nós sentimos na prática: o lançamento do ChatGPT, no final de 2022, mudou a forma como a sociedade vê e lida com a IA.
Ou seja, a IA deixou de ser algo distante, acadêmico ou restrito a grandes empresas de tecnologia, e passou a fazer parte do dia a dia das pessoas, do trabalho, dos estudos e das decisões.
Mas… isso não significa confiança plena, preparo ou uso responsável.
Veja a seguir ...
#_Alguns_Dados_Que_Chamam_Atenção
Vou destacar apenas alguns dados da pesquisa:
- Mais de 50% das pessoas demonstram receio em confiar na IA
Curioso notar que as pessoas confiam mais na capacidade técnica da IA do que na sua segurança, proteção de dados e impactos sociais.
- 71% aceitam o uso da IA, mesmo se sentindo, ao mesmo tempo, otimistas e preocupadas.
- 61% das pessoas não possuem nenhum treinamento em IA
Ou seja, a adoção cresce mais rápido do que a capacitação.
- 65% usam IA de forma intencional e regular
A IA já está integrada à rotina, não é mais algo pontual.
- 70% acreditam que a regulação é necessária, mas apenas 43% consideram que as leis atuais são adequadas.
#_IA_No_Trabalho_E_Shadow_AI
Quando o estudo entra no ambiente corporativo, os números ficam ainda mais atenção:
- Dos que usam IA no trabalho, 73% utilizam ferramentas de IA generativa, como ChatGPT, Copilot, Claude, etc
E muitos optam por ferramentas públicas e gratuitas, em vez das fornecidas pelos empregadores.
Agora vem um dos pontos mais críticos do estudo:
- Cerca de 49% dos colaboradores afirmam já ter inserido informações sensíveis da empresa
Como dados financeiros, comerciais, de clientes ou até material protegido por direitos autorais, em ferramentas públicas de IA.
- 56% dizem que já usaram IA no trabalho sem saber se isso era permitido ou não pela empresa.
#_O_Que_Esses_Dados_Mostram_Na_Prática
- A adoção da IA está muito à frente da governança
- As pessoas usam porque é fácil, acessível e produtivo
- Falta treinamento, orientação clara e políticas práticas
- Segurança da informação, privacidade e compliance estão sendo expostos de forma silenciosa
- A confiança na IA não acompanha a velocidade de uso
#_Reflexão
A pergunta que fica não é mais “se” a IA está sendo usada na sua empresa, mas sim:
- Você sabe onde ela está sendo usada?
- Quais dados estão sendo inseridos nessas ferramentas?
- Existe orientação clara, treinamento e governança?
Ou a empresa só vai descobrir depois de um incidente?
O estudo reforça algo que temos falado bastante por aqui:
IA sem governança vira risco, mesmo quando gera produtividade.
Se fizer sentido, compartilhe com sua equipe.
Esse tipo de dado ajuda muito a sair do achismo e entrar na realidade.
Espero que tenha sido útil!!
Abraços
Sobre o autor:
Rogério Coutinho da Silva
rogerio.coutinho.silva@gmail.com
https://www.linkedin.com/in/rogerio-coutinho-silva/
Engenheiro de Computação formado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Sócio-fundador da Podium Tecnologia (Consultoria especializada em Governança de Segurança da Informação, Privacidade e Continuidade de Negócios) e da SimpleWay (Plataforma de Governança de Segurança Cibernética, Privacidade e IA).





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