Rogério Coutinho
4 de mai. de 2026
CEO usa clone de IA para participar de uma reunião
Olá Pessoal!
Mais um caso em que um CEO usa clone de IA para participar de uma reunião… e, nesse caso, ninguém percebeu 😳
#_O_Que_Aconteceu
O CEO do Customers Bank utilizou um clone digital (voz + imagem + comportamento) com IA para conduzir uma reunião real.
Nesse caso, o que chama atenção é que as pessoas da empresa presentes na reunião (por mais de 30 minutos) não perceberam que não era ele de verdade.
O banco, que tem cerca de US$ 25 bilhões em ativos, explicou o motivo da iniciativa: "chamar atenção para a transforma ção impulsionada por IA que já está em curso dentro do banco".
#_Como_Isso_Funciona
Acho que todos já estão acompanhando esse movimento, mas vale um resumo:
Esses clones são criados combinando algumas tecnologias:
- Modelos de voz (voice cloning)
- Avatares realistas (vídeo sintético)
- LLMs para gerar respostas em tempo real
Ou seja… não é só um “deepfake gravado”.
É um sistema que interage ao vivo.
#_Pensa_Comigo
Se ninguém percebeu, a gente avança em novos patamares de riscos… e também de oportunidades.
#_Outros_CEOs_Tambem_Entraram_Nessa
Esse movimento não está isolado…
A Meta (Dona do Facebook outra muitas empresas) chamou atenção ao criar uma versão em IA do seu CEO, Mark Zuckerberg, para interagir com funcionários.
A ideia é permitir conversas e feedback com um “Zuckerberg digital”, treinado com seu estilo, opiniões e forma de se comunicar.
Outro caso foi em 2025, o CEO da Klarna também apareceu em versão IA em um vídeo de resultados da empresa.
Teve também o CEO da Zoom ( aquela que cresceu muito na pandemia ), que utilizou um dublê de IA durante uma teleconferência recente.
Ou seja… não é um experimento isolado. É tendência (!?!)
#_Oportunidades
Poderíamos olhar só o risco, mas há muita oportunidade por trás disso.
Eu destacaria pelo menos duas aqui:
- Escalar presença e participação de líderes
- Treinamentos e comunicação interna
#_Mas_Aqui_Vem_O_Ponto_De_Atenção
Para quem trabalha com segurança, riscos, privacidade e governança, isso acende vários alertas:
Vamos a alguns:
- Autenticidade: Como garantir que é realmente a pessoa?
- Consentimento: Até onde vai o uso da imagem/voz?
- Responsabilidade: Se o clone “fala algo errado ou problemático”, quem responde?
- Fraudes: Engenharia social em outro nível (imagina isso em golpes… que já está sendo usado)
#_Vale_Destacar
Esse tipo de tecnologia já está sendo usado não só em testes, mas em ambientes corporativos reais.
Ou seja… não é futuro. É presente.
#_Reflexão
A identidade digital está ficando cada vez mais “replicável”.
Talvez em breve, a pergunta não seja mais:
“isso é verdadeiro ou falso?”
Mas sim:
“como eu valido que isso é autêntico?”
E aí entra um tema que deve crescer muito:
governança de identidade digital com IA.
E você, o que acha?
Usaria um clone seu para reuniões? E na sua empresa onde pode ter oportunidades com isso?
Abraços
Sobre o autor:
Rogério Coutinho da Silva
rogerio.coutinho.silva@gmail.com
https://www.linkedin.com/in/rogerio-coutinho-silva/
Engenheiro de Computação formado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Sócio-fundador da Podium Tecnologia (Consultoria especializada em Governança de Segurança da Informação, Privacidade e Continuidade de Negócios) e da SimpleWay (Plataforma de Governança de Segurança Cibernética, Privacidade e IA).
Imagem DC STUDIO Fonte: Magnific



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